Cultura

 Bloco Lira do Carpina


O Bloco Lira do Carpina é mais um representante da cultura pernambucana. Fundado no dia 10 de outubro de 2007, através da iniciativa da funcionária pública Vasti Barbosa e de um grupo de amigos, esta agremiação tem como objetivo resgatar o lirismo e o saudosismo dos antigos carnavais.

O Lira do Carpina é destaque não apenas do carnaval carpinense, mas também do Estado. O bloco participa de evento em várias cidades, a exemplo do Aurora dos Carnavais, tradicional Encontro de Blocos Líricos do Carnaval de Pernambuco, na cidade do Recife. 


Hino do Bloco Lira do Carpina (Letra: Getúlio Cavalcanti)

Foi na Floresta dos Leões que eu vi

Surgir um bloco que me encantou

Cantando versos de real beleza

Que o canavial se arrepiou

Caramuru, São Pedro e Vassouras

Vendo as pastoras quanta emoção

Com seu perfume vindo das lavouras

De um beija-flor da Mata de São João

Lira do Carpina meu grande amor

Me leve que eu quero ir

Para qualquer lugar que você for

Eu vou lhe perseguir



Bloco Flor do Tamarindo 


Fundado em 10 de março de 2018 por Maria José Coelho, Edna Carneiro e Maria Aparecida Pires (atual presidente), a agremiação foi criada com a proposta de resgatar a beleza dos antigos carnavais e engrandecer a cultura da cidade.

O nome do bloco foi inspirado em uma das mais importantes e tradicionais avenidas de Carpina, a Av. Getúlio Vargas, popularmente conhecida como "Rua dos Tamarindos" - uma referência às frondosas árvores que embelezam o seu canteiro central.

A fantasia que a agremiação usa tem em destaque as cores verde, branco e laranja, as cores da flor do tamarindeiro.



Escola de Samba Estudantes de Santo Antônio



Fundada em 23 de julho de 1966, com sede localizada na Avenida Joaquim Pinto Lapa, no Bairro Santo Antônio, esta agremiação é uma das mais tradicionais a marcarem presença nos festejos carnavalescos de Carpina, destacando-se pelo desfile nas principais ruas da cidade realizado na Terça-feira de carnaval.

A agremiação começou com 32 sócios e a primeira diretoria ficou assim constituída:

Presidente: Solon Alves de Mendonça (o mamulengueiro Mestre Solon)

Vice-presidente: João Antônio da Silva

1ª Secretária: Marly Sarandão (Filha de Solon)

2ª Secretária: Dolores Hermínio da Silva

1º Tesoureiro: José Dionízio Rodrigues

2º Tesoureiro: Manoel Joaquim da Silva

Diretor do Patrimônio: João Dionízio Rodrigues

Padrinho: Manoel Joaquim da Silva

Compositor: Josué Horácio da Silva

Presidente de Honra: Manoel Dionízio Rodrigues

Inicialmente, a agremiação carnavalesca funcionava na residência do Mestre Solon, localizada à Rua Antônio Bezerra de Menezes, nº 164, no Bairro Santo Antônio, mas em seguida, transferiu-se para o nº 180.

A sede própria, localizada na Avenida Joaquim Pinto Lapa, no Bairro Santo Antônio, só foi inaugurada em 12 de fevereiro de 1988 e contou com o apoio do prefeito Sergiofredo Santa Cruz. O terreno, por sua vez, foi uma doação da prefeitura, realizada na gestão de Manoel Augusto do Rego (Neo Maguary). A sede foi construída em regime de mutirão, contando com a ajuda de pedreiros da vizinhança e o material para a construção foi resultante de doações feitas por comerciantes e pela comunidade do bairro. 

Recentemente, a sede da Escola de Samba passou por uma remodelação em sua fachada.



Maracatu Leão Vencedor


Fundado em novembro de 1991 por Severino Pedro de Lima, mais conhecido como Biá (falecido em maio de 2019), juntamente com um grupo de agricultores, o Maracatu Leão Vencedor é um dos maiores da região.

Sua sede fica localizada à Rua Travessa Mendes Martins, no bairro Santo Antônio, em Carpina.

Quando desfilou pela primeira vez, a agremiação contava apenas com 55 componentes. No entanto, ao longo dos anos, esse número foi aumentando, chegando a contar com cerca de 200 integrantes.

Vários mestres de renome já passaram por esse maracatu, a exemplo de Bio da Barra, Juriti do Norte, Bio Caboclo, José Félix, João Limoeiro, Biu José e Heleno Fragoso.



Batalhão Lança Fogo


Os bacamarteiros são mais uma das tradições do ciclo junino. Sua origem remonta à Guerra do Paraguai (1864 - 1870), onde vários voluntários foram recrutados pelo interior afim de compor as tropas. Ao retornarem do conflito, esses voluntários passaram a se apresentar nas festas de Santo Antônio, São João e São Pedro, como forma de agradecer aos santos pelas suas vidas e ao mesmo tempo prestar uma homenagem aos conterrâneos que não sobreviveram. Com o passar dos anos, essas apresentações passaram a fazer parte do folclore regional.

Em Carpina, há um grupo cultural desse gênero: trata-se do Batalhão Lança-Fogo - nome fantasia da Associação dos Bacamarteiros de Carpina, fundada em 03 de maio de 2012.



União Carpinense de Escritores e Artistas - UCEA


Fundada em 13 de março de 2003, a União Carpinense de Escritores e Artistas - UCEA é uma associação cultural de utilidade pública e sem fins lucrativos que tem por objetivo congregar os artistas da cidade do Carpina, apoiá-los, divulgar seus trabalhos e promover a cultura local.
Sua primeira diretoria era formada por Luiz de França (Presidente), Leonilton Carneiro (Vice-presidente), Emerita Veríssimo (1ª Secretária), Edite Marinho (2ª Secretária) e Luiza Vasconcelos (Tesoureira).
Ao longo de mais de vinte anos, a entidade promoveu recitais poéticos e musicais, realizou palestras em escolas, participou de desfiles em comemoração ao aniversário do município, publicou coletâneas com textos de seus associados, participou de feiras e eventos literários etc.
Atualmente, a entidade tem Anaximandro Salgado como presidente.



Espaço Cultural Marco Zero

O Espaço Cultural Marco Zero funciona na residência de Edson Mário da Silva (popularmente conhecido como Edinho da Madeira), à Rua Nunes Machado, n. 30, no centro da cidade de Carpina-PE. 

É um ambiente de salvaguarda da história e da cultura local e regional. A entrada é gratuita e lá os visitantes podem encontrar obras de artesãos da região; carrinhos de brinquedo confeccionados em madeira; antigos balaios que eram utilizados nas feiras livres; mapas; fotografias; livros; literatura de cordel; cédulas e moedas antigas; utensílios da antiga rede ferroviária; etc. 

Segundo Edson Mário, o espaço Marco Zero trata da história de um povo. Além disso, por estar situado bem perto da Praça São José, palco de acontecimentos importantes na história de Carpina (foi neste local onde teve origem a feira livre de nossa cidade e onde foi edificada a primeira igreja do então povoado de Chã do Carpina), achou o nome muito sugestivo, fácil e verdadeiro. 

Ainda de acordo com Edinho: “a intenção do Marco Zero é fomentar a cultura, fomentar o progresso da arte, da história da nossa cidade”. 

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